Autor: Rudá Almeida

  • Vitrine da Memória – Educação não é privilégio!

     

    capaEste número do boletim Vitrine da Memória comemora os 50 anos da Faculdade de Educação da UFRJ e traz como tema a Coleção INEP, acervo importante para história da educação no Brasil.

    Em parceria com o Espaço Memória, Arte e Sociedade Jessie Jane de Souza Vieira, o boletim contém uma bibliografia sobre as campanhas CALDEME, CILEME e CADES, o ensino primário,  educação rural e de adultos, formação de professores e  COLTED, além de dados estatísticos e um depoimento da professora Libânia Xavier (FE/UFRJ) ratificando a importância da Coleção INEP como referência para pesquisa educacional no Brasil.

     

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    Saiba mais:

    Exposição 50 anos da Faculdade de Educação.

     

  • v. 7, n. 2, jul.-dez. 2018

     

    EDUCAÇÃO NÃO É PRIVILÉGIO!

     v. 7, n. 2, jul.-dez. 2018

    Vitrine da memoria v7 n2 jul dez2018

    Este número do boletim comemora os 50 anos da Faculdade de Educação da UFRJ e traz como tema a Coleção INEP, acervo importante para história da educação no Brasil.

     

    A coleção, pertenceu à biblioteca do antigo Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE), criado em 1955 por Anísio Teixeira.

     

    Anísio foi diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP) e defendia a democratização do ensino para todas as classes sociais, a modernização do corpo docente, o aumento do número de vagas e uma escola gratuita e laica, reivindicações do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova de 1932 do qual fez parte.

     

    Para ilustrar como as ideias de Anísio Teixeira refletiram na formação da Coleção INEP, foram selecionadas obras  com os seguintes assuntos:

    – Campanha do livro didático e manuais de ensino (CALDEME);

    – Campanha de inquéritos e levantamentos do ensino médio (CILEME);

    – Campanha de  aperfeiçoamento e difusão do ensino secundário (CADES);

    – Comissão do livro técnico e  do livro didático (COLTED).

    – Ensino primário;

    – Educação rural;

    – Educação de adultos;

    – Formação de professores.

     

    educacao nao e privilegio video vitrine

    Dados estatísticos sobre educação do CBPE.

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    Referências

     

    CALDEME (Campanha do Livro Didático e Manuais de Ensino)

    LINGUAGEM na escola elementar. 3. ed. Rio de Janeiro: INEP, 1955. (Campanha do Livro Didático e Manuais de Ensino – CALDEME. Coleção guias de ensino e livros de texto, Série 1, v. 1).

     

    MATEMÁTICA na escola elementar. Rio de Janeiro: INEP, 1955. (Campanha do Livro Didático e Manuais de Ensino – CALDEME. Coleção guias de ensino e livros de texto, Série 1, v. 2).

     

    CILEME (Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio)

    ABREU, Jayme.  A educação secundária no Brasil: ensaio de identificação de suas características principais. Rio de Janeiro: INEP, 1954. (Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio – CILEME, Publicação, 9).

     

    ABREU, Jaime. O sistema educacional fluminense: uma tentativa de interpretação e crítica. [Rio de Janeiro]: INEP, 1955. (Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio – CILEME, Publicação, 6).

     

    CARVALHO, Irene Mello. O ensino por didáticas: seu ensaio no colégio Nova Friburgo. [Rio de Janeiro]: Ministério de Educação e Cultura, 1954. (Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio – CILEME, Publicação, 4).

     

    EDUCAÇÃO no Paraná: síntese sobre o ensino público elementar e médio. [Rio de Janeiro]: Ministério da Educação e Cultura, 1954. (Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio – CILEME, Publicação, 3).

     

    A ESCOLA elementar e a formação do professor primário no Rio Grande do Sul. [Rio de Janeiro]: INEP, 1954. (Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio – CILEME, Publicação, 5).

     

    CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário)

    CARBONNET, Marie Alphonse. A orientação educacional e a experiência francesa.  [S.l.]: CADES, [1957?]. (Caderno de Orientação Educacional, n. 5),

     

    COLTED (Comissão do Livro Técnico e do Livro Didático)

    COMISSÃO DO LIVRO TÉCNICO E DO LIVRO DIDÁTICO (Brasil). Bibliografia: coleção de livros selecionados pelo INEP (Educação primária). [S.l., 196-].

     

    COMISSÃO DO LIVRO TÉCNICO E DO LIVRO DIDÁTICO (Brasil). COLTED. [Rio de Janeiro]: MEC, [196-]. (Notícias, 1).

     

    COMISSÃO DO LIVRO TÉCNICO E DO LIVRO DIDÁTICO (Brasil). COLTED. [Rio de Janeiro]: MEC, [196-]. (Notícias, 2).

     

    COMISSÃO DO LIVRO TÉCNICO E DO LIVRO DIDÁTICO (Brasil). Educação para todos. [S.l.: s.n., 196-].

     

    Ensino primário

    CAMPOS, Maria Elisa Rodrigues; GOUVÊA, Ruth; CUNHA, Maria Augusta (Org.). Jogos na escola primária. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1962.

     

    GAUDENZI, Josephina de Castro e Silva. Estudos sociais na escola primária. Colaboração de Maria do Carmo Marques Pinheiro e Maria da Glória Correa Lemos. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1962.

     

    GUIMARÃES, Inácia Ferreira et al. Ciências na escola primária para o curso elementar (1º ao 5º anos). [Rio de Janeiro]: Ministério da Educação e Cultura, 1962.

     

    MARINHO, Heloisa. A especialização do professor primário. [Rio de Janeiro]: Instituto de Educação, [196-].

     

    Educação Rural

    CYR, Frank William. A educação rural nos Estados Unidos. Washington: American Council on Education, 1943.

     

    DISTRITO FEDERAL (Brasil). A educação rural no Distrito Federal. Rio de Janeiro, 1949. (Série Divulgação, n. 1). Edição da Revista de Educação Pública.

     

    MOREIRA, João Roberto. Educação para o Brasil rural. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1950.

     

    Educação de adultos

    BRASIL Departamento de Ensino Supletivo. Suplência profissionalizante: exames: forma de consecução. Brasília, DF: Ministério da Educação e Cultura, Departamento de Documentação e Divulgação, 1974.

     

    BRASIL. Departamento de Ensino Supletivo. Suplência profissionalizante: exames: projeto acesso experiência pioneira. Brasília, DF: Ministério da Educação e Cultura, Departamento de Documentação e Divulgação, 1974.

     

    CORRÊA, Arlindo Lopes. Educação permanente e educação de adultos. [Rio de Janeiro]: Bloch Educação, [197-]. (Movimento Brasileiro de Alfabetização – MOBRAL).

     

    FILOSOFIA educacional da Cruzada ABC.  [S.l.: s.n., 19–]. Mimeografado.

     

    SUCUPIRA, Newton. A UNESCO e o conceito de educação de adultos. João Pessoa: Ed. Universitária. UFPB, 1978.

     

    Formação de professores

    BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Formação de professores a nível de 2º grau. Brasília, DF, [1973?]. (Série Ensino Fundamental, 10).

     

    CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISAS EDUCACIONAIS. Oportunidades de formação do magistério primário: Alagôas. Estudos e levantamentos de ensino normal Eny Caldeira. Rio de Janeiro, 1959.

     

    COSTA, Roberto Mario Cunha da. Microensino: um novo método de aperfeiçoamento didático. Rio de Janeiro: CETEG, 1972.

     

    CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISAS EDUCACIONAIS. Dificuldades do professor primário recém-formado em classes de primeiro ano. Rio de Janeiro, [1972?]. (Série 8, Pesquisas e Monografias, v. 9)

     

    INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS. Aperfeiçoamento de professores: bôlsas de estudos oferecidas ao magistério primário brasileiro para o aperfeiçoamento e especialização segundo o plano do I.N.E.P. [Rio de Janeiro] : Ministério da Educação e Saúde, 1950. (Publicações, n. 60).

     

    INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS. O ensino no Brasil: no quinquênio 1932-1936. [Apresentação de Lourenço Filho].  [Rio de Janeiro]: Ministério da Educação e Saúde, 1940. (Boletim, n. 1).

     

    INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS. Organização do ensino primário e normal: II estado do Pará. [Apresentação de Lourenço Filho]. [Rio de Janeiro]: Ministério da Educação e Saúde, 1940. (Boletim, n. 3).

     

    INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS. Organização do ensino primário e normal: IV estado do Piauí [Apresentação de Lourenço Filho]. [Rio de Janeiro]: Ministério da Educação e Saúde, 1940. (Boletim, n. 5).

     

    KASEFF, Leoni. Problemas de educação moderna: ensaios pedagógicos. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1933.

     

    LOURENÇO FILHO, Manuel Bergstrom. La educación en el Brasil. Rio de Janeiro Ministério de Relaciones Exteriores, Division Cultural, [1950].

     

    MARINHO, Heloisa. A formação de professôres para a educação primária. [Rio de Janeiro]: Instituto de Educação, [196-].

     

    MÁRQUEZ, Angel Diego. Algumas idéias acêrca do planejamento do ensino normal. Porto Alegre: Centro Regional de Pesquisas Educacionais do Rio Grande do Sul, 1966.

     

    MATTOS, Luiz Alves de. Curso de técnica de ensino para docentes de escolas superiores: (sob os auspícios da CAPES). Colaboradores Irene Mello Carvalho e Albert Ebert. [Rio de Janeiro]: Faculdade Nacional de Filosofia, 1959.

     

    SALVADOR, Angelo Domingos. Opções para os cursos de formação de professores. Ijuí, RS: Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Nordeste do Estado, 1969.

     

    Outros

    TEIXEIRA, Anísio. Educação não é privilégio. 2. ed. rev. ampl. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1968.

     

    VIEIRA, Gerenice Albertina. O medo, o lar e a escola. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, 1974.

     

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     Depoimento da professora Libânia Xavier, da Faculdade de Educação da UFRJ,

    ratificando a importância da Coleção INEP como referência para

    pesquisa educacional no Brasil.

     

     

    Frases de Anísio

     Fora as “escolas profissionais”, nenhuma outra escola brasileira escapou ao espírito de educação da “elite”, profundamente arraigado em nossa sociedade e agravado ainda pelo preconceito contra o trabalho manual, que nos deixou a escravidão. (TEIXEIRA, 1968, p. 29)

     ***

    A universidade – com as suas atividades imensamente ampliadas – será o centro e a sede de tôda essa reorganização, transformada que será a casa de formação dos mestres de todos os níveis e dos quadros técnicos, profissionais e científicos e todo o país. E a ela se confiaria o inadiável compromisso da reconstrução educacional brasileira. (TEIXEIRA, 1968, p. 89)

     ***

    Há que virar pelo avesso a nossa filosofia da educação. A escola primária tem de ser a mais importante escola do Brasil, depois, a escola média, e, depois a escola superior. (TEIXEIRA, 1968, p. 85)

     ***

     

  • Nota sobre o Museu Nacional

    A cultura e o patrimônio científico do Brasil e do mundo sofreram uma perda inestimável com o incêndio ocorrido no Museu Nacional da UFRJ. Há décadas que as universidades federais do país vêm denunciando o tratamento conferido ao patrimônio das instituições universitárias brasileiras e a falta de financiamento adequado, em especial nos últimos quatro anos, quando as universidades federais sofreram drástica redução orçamentária.

     

    Imagem: Museu Nacional

    Foto Museu Nacional. Fotografia por Raphael Pizzino. Panorama UFRJ (2018).

    Fotografia por Raphael Pizzino. Panorama UFRJ (2018).

     

    Em 2015, a atual Reitoria deu início a tratativas junto ao BNDES, justamente para adequar a edificação exclusivamente para exposições, garantindo a modernização de todo o sistema de prevenção de incêndio, um dos itens centrais do projeto. Os recursos aprovados para a primeira etapa foram da ordem de R$ 21 milhões e estavam em vias de liberação pelo banco. A UFRJ também vem reivindicando, junto à Secretaria de Patrimônio da União, a cessão de um terreno próximo ao Museu, para transferência de instalações, objetivando o deslocamento das atividades acadêmicas e administrativas da instituição para novas edificações.

    Nos últimos meses, um amplo trabalho interno para formação de brigadas e compra de novos equipamentos vinha sendo implementado. Em relação ao acontecimento da noite de 2/9, será necessário averiguar as causas e o motivo da rápida propagação das chamas. A Reitoria solicitou apoio pericial à Polícia Federal e a especialistas da UFRJ, almejando um processo rigoroso de apuração das causas.

    Urge, por parte do Governo Federal, uma mudança no sistema de financiamento das universidades federais do país. A matriz orçamentária existente no Ministério da Educacão não aloca nenhum recurso para os prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e para os museus universitários. O mesmo acontece com o Ministério da Cultura, que igualmente não prevê recursos para tais fins.

    Este momento devastador deve ser um alerta para as forças democráticas do país, no sentido de preservação do patrimônio cultural da nação. O inadmissível acontecimento que afeta o Museu Nacional da UFRJ tem causas nitidamente identificáveis. Trata-se de um projeto de país que reduz às cinzas a nossa memória. Nós desejamos que a sociedade brasileira se mobilize junto à comunidade universitária e científica para ajudar a mudar o tratamento conferido à educação, à memória, à cultura e à ciência do Brasil. 

    A Reitoria se reunirá nesta segunda-feira, 3/9, com os ministros da Educação e da Cultura, e, por meio da bancada federal do Rio, solicitou audiência com a Presidência da República para que os recursos necessários possam estar na Lei Orçamentária Anual de 2019.

     

    Fonte: Reitoria da UFRJ (03/09/2018).

     

  • Memória: mobiliário

     

    Prédio Anexo do CFCH:

    Arquivo deslizante: doado pelo Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da UFRJ, abriga a coleção de periódicos.

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     Fonte: BtCFCH (2016).

     

    O mobiliário apresentado a seguir encontra-se em exposição no Espaço Anísio Teixeira da Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas:

    Painel: recortes sobre Anísio Teixeira.

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    Fonte: BtCFCH (2017).

     

    Arquivo deslizante: doado pelo Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da UFRJ, abriga a Coleção INEP.

    M2 20140710 090515

    Fonte: BtCFCH (2016)..

     

    Móveis de Anísio Teixeira: Móveis que pertenceram ao Educador Anísio Teixeira, um dos diretores do INEP (1952-1964). Composto por uma mesa de trabalho, uma mesa de centro, um sofá de três lugares, duas poltronas e um mata-borrão doados pela filha do educador.

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    Fonte: BtCFCH (2018).

     

    Mesa de estudos: oriunda da antiga biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da UFRJ.

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    Fonte: BtCFCH (2018).

     

    Chapeleira: oriunda da antiga biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da UFRJ.

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    Fonte: BtCFCH (2018).

     

     

    Ver também

    Galeria de Imagens: Biblioteca do CFCH

     

  • Memória: acervo INEP

     
     
    O ACERVO INEP NA UFRJ:30 ANOS… E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR
    Texto de Maria Cristina Rangel Jardim*
     
    O Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos – INEP, ao ser criado em 30 de Julho de 1938 pelo Decreto-Lei nº 580 tinha, dentre os seus principais objetivos, o de caracterizar-se como um centro deexcelência, dedicado ao estímulo à pesquisa, à formulação de propostas educacionais e ao treinamento e aperfeiçoamento de pessoal, destacando-se como dinâmico fórum de debates e também como centro irradiador de idéias nas questões relativas ao ensino democrático no Brasil.
     
    Ao assumir a direção do Instituto, em 1952, Anísio Teixeira passou a dar maior ênfase ao trabalho de pesquisa. Seu objetivo era estabelecer centros de pesquisa como um meio de “fundar em bases científicas a reconstrução educacional do Brasil”. A idéia concretizou-se com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE), com sede no Rio de Janeiro, e dos Centros Regionais,
    nas cidades de Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e PortoAlegre. Tanto o CBPE como os Centros Regionais foram instituídospelo Decreto 38.460 de 26/12/1955 e estavam vinculados à nova estrutura do INEP.
     
    A gestão de Anísio Teixeira – 1952 a 1964 – caracterizou-se porpromover a adoção de estudos sociológicos como instrumento complementar da Educação, com a finalidade de diagnosticar os
    principais problemas educacionais brasileiros. No final do ano de1953, Anísio Teixeira percebe a necessidade de sistematizar a produção desenvolvida pelas campanhas1 e setores do INEP.
     
    A Biblioteca, presente desde o início da fundação do INEP, teve,sob a administração de Anísio Teixeira (1952-1964), seu momento mais expressivo do ponto de vista qualitativo e quantitativo, no quese refere aos aspectos de modernização das atividades documentárias e de ampliação da abrangência de seu acervo, dotando-o deobras básicas, não só de educação, mas também, de ciências sociais, cultura brasileira, psicologia, antropologia e sociologia educacional.
     
    Com o golpe militar de 1964, a “estrutura INEP” (CBPE e CentrosRegionais), atravessa diversas dificuldades. Houve uma expressivaevasão de técnicos e de pesquisadores até que, em 1977, o CBPE foi extinto e o INEP definitivamente transferido para Brasília.
     
    A Biblioteca, a esta época com um acervo estimado em cerca de 70 mil volumes, foi desativada e, por decisões políticas, uma parte significativa de seu acervo é deixada no Rio de Janeiro, doado, em caráter definitivo, ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ em setembro de 1977, sendo organizado e aberto ao público em 1979, com o apoio financeiro da Fundação Universitária JoséBonifácio – FUJB. Este acervo encontra-se localizado na Biblioteca do CFCH – Espaço Anísio Teixeira, no Campus da Praia Vermelha.
     
     
    O Acervo INEP na UFRJ – Cronologia
     
    1977 – Doação do acervo ao CFCH/UFRJ;
     
    1979 – Organização e acesso ao público, liberado com o apoio financeiro da Fundação Universitária José Bonifácio – FUJB;
     
    1987 – Proposta de mudança da antiga Biblioteca Central doCFCH para um novo espaço físico, no mesmo Campus da Praia Vermelha. Todo o acervo foi encaixotado e transferido para um espaço na Faculdade de Letras, no Campus da Ilha do Fundão, lá permanecendo até 1990, quando a construção do novo prédio foi concluída;
     
    1990 – Retorno ao Campus da Praia Vermelha, sem que o espaço físico destinado à Biblioteca estivesse definido e concluído, tampouco as etapas do processo de reorganização estivessem estabelecidas e consolidadas. Parte do acervo encaixotado ficou no novo prédio e parte no restaurante “bandejão” da Praia Vermelha, já desativado;
     
    1990/1991 – Início do processo de abertura das caixas, armazenadas nas instalações do Espaço Anísio Teixeira (Livros), com vistas à organização progressiva dos volumes da coleção INEP neste espaço;
     
    1996 – Os procedimentos de organização foram interrompidos e as caixas restantes (em sua maioria, Periódicos) foram transporta das para o andar térreo e 2º andar do Prédio Anexo do CFCH;
     
    1998 – Nova iniciativa de organização, desta vez focalizando os periódicos que se mantinham, ainda, encaixotados, no Prédio Anexo do CFCH (Térreo e 2º andar);
    De acordo com o relatório do trabalho executado em 1998 poruma empresa de consultoria especialmente contratada para esteserviço, grande parte dos periódicos foi identificada e organizada
    nas estantes, em ordem alfabética, para serem, posteriormente,integrados ao acervo geral de periódicos, conforme a classificação adotada pela Biblioteca. No decorrer deste trabalho, foram encontrados 3.810 Livros da Coleção INEP que foram transferidos para o Espaço Anísio Teixeira,armazenados em caixas;
     
    2000 – Medidas adotadas para a unificação de todo o acervo de periódicos em um único ambiente. Realização dos serviços de análise e avaliação da coleção localizada no Prédio Anexo do CFCH, verificando inconsistências, danos às publicações, duplicidade de títulos e completeza das coleções. Este trabalho foi realizado pela equipe da Biblioteca. Houve, também, mudanças no lay-out, com corte e nova disposição das estantes e adequação do sistema de iluminação;
     
    Jul./2002 – Coleção geral de periódicos transferida do Prédio da Decania do CFCH para o Prédio Anexo do CFCH pela equipe da Biblioteca. Essa transferência movimentou cerca de 42.900 documentos e teve como principal objetivo integrar os acervos de Periódicos da Coleção INEP com o da Coleção Geral Biblioteca do CFCH;
     
    2004 – Continuidade do processo de organização do Acervo INEP/CBPE na UFRJ (Livros) no Espaço Anísio Teixeira.
     […]
     
    Principais “recortes” de pesquisa
     
    Observamos que os estudos sobre o acervo, na UFRJ, têm início no ano de 1993, dando conta à comunidade pesquisadora do seu uso e mantendo sua identidade como o Acervo INEP na UFRJ.
     
    Pretendemos registrar os trabalhos e as pesquisas que apresentaram resultados conclusivos e que foram conduzidos de maneira a tratar dos assuntos definidos pelos objetivos delineados e inicialmente propostos.
     
    a) No ano de 1993, em Monografia apresentada à Escola de Biblioteconomia da UNI-RIO, registramos o primeiro trabalho de pesquisa, na UFRJ, sobre o acervo INEP: Catálogo preliminar de obras raras e/ou especiais da Biblioteca do INEP, elaborado pela servidora Sueli Palma Borges Paranhos, que identificou 92 títulos. Este trabalho foi apresentado no III Encontro Nacional de Acervo Raro, eventoparalelo ao BIBLOS 2000 – 17º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 10 a 15 de Abril de 1994, Belo Horizonte.
     
    b) No ano de 1999, o projeto Um olhar para o mundo – contemporaneidade de Anísio Teixeira apresenta, na Biblioteca do CFCH, a Exposição Contemporaneidade de Anísio Teixeira, de 2 de Setembro a 8 de Outubro de 1999, iniciando a série de eventos comemorativos do centenário de Anísio Teixeira. Com este projeto, foram identificados os títulos da obra escrita do educador e também as fontes consideradas matrizes de pensamento que alimentaram suas idéias.
     
    c) No ano de 2004, foi objeto de estudo com o Projeto “Espaço Anísio Teixeira: referência para pesquisa educacional no Brasil”, coordenado pela Profª Libânia Nacif Xavier, da Faculdade de Educação da UFRJ e realizado com o apoio da Fundação Universitária José Bonifácio – FUJB, com vistas a divulgar o conjunto de livros editados pela CBPE / INEP/ MEC, no período 1955-1965. O resultado deste Projeto foi apresentado no III Congresso Brasileiro de História de Educação/2004 e o resultado do material identificado pode ser consultado nos formatos: papel e eletrônico – CD-ROM.
     
    d) “Reestruturação de documentos do acervo da Biblioteca do CFCH – Espaço Anísio Teixeira” que, com recursos da FUJB, recuperou 100 volumes identificados pelo “Projeto Espaço Anísio Teixeira: referência para a pesquisa educacional no Brasil” (mencionado no item c).
     
    e) Em 2007, o Projeto: O Acervo do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP) no Espaço Anísio Teixeira da Biblioteca do CFCH (UFRJ): Proposta de Organização, que se caracteriza como projeto interinstitucional, uma vez que congrega pesquisadores de três instituições, a saber, PUC/RJ, UFRJ e UFF, no ano de 2006. O resultado deste Projeto foi apresentado no I Encontro de História da Educaçãodo Estado do Rio de Janeiro, 4 a 6/06/2007.
    […]
     
     
     
     
     
    1Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio e Elementar – CILEME, criada em 01/04/1953, pela Portaria nº. 3 do INEP e Campanha do Livro Didático e dos Manuais de Ensino – CALDEME, criada em 14/07/1952, destinada a objetivar a assistência técnica ao professorado

    * JARDIM, Maria Cristina Rangel. O Acervo INEP na UFRJ:30 anos… e muita história pra contar. In: OLIVEIRA, Antonio José Barbosa de (Org.). Universidade e lugares de memória. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fórum de Ciência e Cultura, Sistema de Bibliotecas e Informação, 2008. p. 279-289. (Série Memória, documentação e pesquisa, 2). Disponível em: <http://hdl.handle.net/11422/140). Acesso em: 30 jul. 2018.

     

  • Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas

    A Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (BtCFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro  (UFRJ) – vinculada à Decania deste centro – foi criada em 1971 e é parte integrante do Sistema de Biblioteca e Informação (SiBI).

    Atende à comunidade em geral para consulta no local e, especificamente, aos cursos de Graduação e de Pós-Graduação das unidades do CFCH.

    Especializado em Ciências Humanas e Sociais, abrange Livros, monografias, periódicos, obras de referência, teses, dissertações e coleções especiais estão disponíveis na Base MINERVA (Catálogo on-line das bibliotecas da UFRJ).

    A missão da biblioteca  é promover o acesso à disseminação, à recuperação e à preservação das informações necessárias ao pleno desenvolvimento das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, nas áreas de Conhecimento das Ciências Humanas e Sociais, contribuindo para a formação do profissional e cidadão nos campos científico, tecnológico, cultural e humanístico, com a utilização eficaz dos recursos públicos.

     

    Imagem: Biblioteca do CFCH/UFRJ (Prédio da Decania)

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    Fonte: BtCFCH/UFRJ (2011).

     

     

    Leia também:

    Sobre a Biblioteca

    Galeria de Imagens: Biblioteca do CFCH

  • Diário Oficial da União publica nomeação do decano do CFCH

    O Diário Oficial da União publicou, no dia 16 de julho, a Portaria número 6.563, que nomeia o professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro para o cargo de decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ.

    Castro foi eleito pelo Conselho de Coordenação do CFCH, após aprovação do relatório da Comissão de Pesquisa, que indicou o seu nome para o quadriênio 2018-2022 da Decania do CFCH. Em pesquisa realizada nos dias 18, 19 e 20 de junho, o professor titular da Faculdade de Educação venceu por 26,55% contra 14,75% o professor Fernando Santoro, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS).

     

    Imagem: Professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro,da Faculdade de Educação (FE).

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    Fonte: Pedro Barreto/SeCom/CFCH

     

    Acessar portaria:

    Diário Oficial da União (16/07/2018).

     

    Texto extraído do Site do CFCH/UFRJ.

     

     

  • O que é a Hemeroteca Digital Brasileira?

    A Fundação Biblioteca Nacional oferece aos seus usuários a HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA,portal de periódicos nacionais que proporciona ampla consulta, pela internet, ao seu acervo de periódicos – jornais, revistas, anuários, boletins etc. – e de publicações seriadas. Na HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA pesquisadores de qualquer parte do mundo passam a ter acesso, inteiramente livre e sem qualquer ônus, a títulos que incluem desde os primeiros jornais criados no país, a jornais extintos no século XX. Fonte: Biblioteca Nacional (c2017)

     

  • O que é o CCN?

    O CCN (Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas) é um catálogo de acesso público que reúne informações sobre as coleções de publicações seriadas nacionais e estrangeiras disponíveis nas bibliotecas brasileiras. Essas bibliotecas, que compõem a rede CCN, possuem acervos automatizados e atuam de maneira cooperativa sob a coordenação do IBICT.

    Os objetivos do catálogo coletivo são difundir, identificar e localizar publicações seriadas existentes no país; estabelecer políticas de aquisição de coleções; padronizar a entrada dos títulos conforme critérios internacionais; promover o intercâmbio entre bibliotecas, por meio do COMUT. Fonte: IBICT (2012).

     

  • Como realizar treinamentos online no uso do Portal de Periódicos da Capes?

    A Capes oferece, gratuitamente, treinamentos online no uso do Portal de Periódicos a todos os usuários de graduação e pós-graduação das instituições participantes. Os treinamentos são realizados de segunda a sexta, em turnos diferentes, e oferecidos por área do conhecimento.

    É necessário fazer login no “MEU ESPAÇO” para verificar os treinamentos com inscrições abertas. Havendo vaga, basta clicar e solicitar a inscrição no treinamento desejado. Caso o usuário não possua cadastro na área indicada, deve fazer um clicando em “Novo usuário”. Após a identificação, é essencial retornar à página de “Treinamentos” para fazer a escolha. Outras informações podem ser solicitadas pelo e-mail treinamento.periodicos@capes.gov.br. Fonte: Portal de Periódicos Capes/MEC (2017).